Se você perguntar o que é uma Tag para um usuário de
internet hoje em dia, boa parte irá te responder, mas se você perguntar para
que serve ou como se usa, então começa a confusão... e é sobre esse novo mundo de Tags que vamos
falar um pouco e tentar remover um pouco dessa confusão.
De uma forma muito simples, uma Tag é uma etiqueta que descreve uma
informação e permite sua classificação.
Aqui precisamos responder a duas
perguntas, quem irá etiquetar a informação, o público ou o publicador? E se
ambos, qual a relevância da categorização feita por cada um?
Neste ponto é que entram em cena
dois temas, a tal da taxonomia e a tal da folksonomia; Ambas são abordagens de
classificação de informação e o que as diferem é o nível de formalidade e
oficialidade de cada uma. A taxonomia pode, ou não, ser arranjada de forma
hierárquica para classificar a informação, mas o principal ponto é que um
humano interpreta a informação com critério e a classifica. Já a folksonomia é
livre e informal, onde qualquer usuário daquela informação pode etiquetá-la da
forma que ele entender.
Isto significa que taxonomia é
melhor que folksonomia? Absolutamente... não, um exemplo disto é o youtube.com que tem seus vídeos etiquetados
pelos próprios usuários e é o sucesso que é. Outro exemplo que quem é da área
de design reconhece e que deixa toda essa nossa explanação muito clara são os
sites GettyImages e o Stock.xchng. O GettyImages usa uma abordagem de
taxonomia muito acurada, onde cada foto é interpretada e etiquetada com muito
critério, já o Stock.xchng usa uma abordagem de folksonomia, no primeiro caso
você consegue compor buscas bastante complexas e encontrar resultados e, no
segundo, você encontra algumas pérolas que pela liberdade do modelo, usuários
colocam etiquetas que dificilmente se pensaria sobre. Faça alguns testes para
ver (alguns exemplos legais são “mamíferos”, “macaco”, “noivos na praia”,
“noivos na praia por do sol”...).
Para obter um modelo mais
robusto, precisa ser pensado em uma forma de tradução e até mesmo considerar a
cultura do público que irá categorizar, mas isto é tema para outra discussão.
Conclusão: analise o cenário de aplicação, o
público, a formalidade da categorização e então escolha uma opção ou outra, ou
até mesmo mescle as duas.
Caso queira discutir mais ou compartilhar sua opinião sobre o tema, sinta-se convidado.